terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

“Deixai vir a mim os pequeninos, não os embaraceis...

Quando ignoras minha presença,
indiferente se venho ou não...
se isso para ti não muda nada,
tu me embaraças;
mas quando vês que estou chegando
e já de longe o teu sorriso acolhedor
me dá boas vindas,
então me abraças.
Quando me sentas numa cadeira,
comportado,
às costas de uns,
de costas para outros,
tu me embaraças;
mas quando canto,
brinco,
corro com liberdade,
tendo a ti e a meus amigos ao meu lado,
então me abraças.
Quando tu queres que, passivo, apenas ouça,
para exigir, logo depois,
certas respostas,
tu me embaraças;
mas quando aceitas descobrir comigo o mundo
e me convidas para partilhar sonhos,
então me abraças.
Quando teu “não” é categórico e constante,
como se tudo que eu faço te incomodasse,
tu me embaraças;
mas quando vês minha inquietude com respeito,
tentando ver o mundo do meu jeito,
então me abraça.
Quando entre nós houver bem menos embaraços,
então é certo: haverá bem mais abraços.”

(Ponick, Edson et al. Crianças na bíblia. São Leopoldo: Sinodal, 1993, p. 73. )